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Publicada em 29/7/2010

Planeta Esporte
Ronaldo volta a treinar, mas volta é incerta

Jogador se recuperou de dores na panturrilha, mas mostrou falta de forma em treinamento

Os gritos histéricos de torcedores que vinham da arquibancada ontem no parque São Jorge não deixava dúvida: Ronaldo estava em campo, treinando com o restante do time. Depois de mais de dois meses, o Fenômeno voltou a aparecer em campo. Ele participou do treino técnico que Adílson Batista conduziu. Aparentemente já livre das dores na panturrilha direita que o incomodavam desde o início de maio, quando foi colocado de lado para tratar da lesão.

Ronaldo está liberado pelo departamento médico e pelos preparadores físicos do Corinthians. Sua volta agora depende apenas da avaliação de Adilson, que disse em sua apresentação que não havia uma data estabelecida para o retorno do principal centroavante do elenco. As chances de Ronaldo entrar em campo já contra o Palmeiras são mínimas, já que o discurso é o de ter o Fenômeno em campo somente quando ele estiver totalmente preparado.

FORA DE RITMO. Mas a julgar pelo o que fez ontem no gramado da Fazendinha, Ronaldo ainda vai demorar um pouco para jogar em ritmo de competição. Ele arriscou alguns passes, mas foi muito menos acionado do que, por exemplo, Jorge Henrique e Defederico, que lhe faziam companhia no ataque do time sem coletes (titulares e reservas estavam misturados no exercício).

Poucas vezes Ronaldo conseguiu finalizar a gol. Chegou a marcar um, para o deleite dos sócios do clube que viam de perto a atuação do Fenômeno no treino e vibravam a cada toque que ele dava na bola. O que mais chamava a atenção no desempenho do atacante era a falta de mobilidade dele. Durante o treino, ele ficou a maior parte do tempo estático na entrada da área, de costas para o gol, num posicionamento pouco usual para seus padrões. Se movimentou muito pouco.

Outro aspecto, talvez motivado pela natureza do treino, foi que Ronaldo não repetiu as inversões de função que vinham sendo uma de suas marcas nos últimos jogos que fez pelo Corinthians. No 1º semestre, muitas vezes ele tentava escapar da marcação e abrir espaço para os companheiros recuando e assumindo a função de um meia.

Depois do treino com todo o elenco em campo, Ronaldo participou de um exercício específico de finalizações. Seu aproveitamento em chutes de fora da área e nos cabeceios foi semelhante ao dos demais companheiros, com uma divisão parecida entre tentativas bem sucedidas e arremates ruins, para fora ou defendidos pelos goleiros. (AE)