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Cidade
Alta vulnerabilidade
Aquífero Guarani Estudo do IPT que vai basear lei para proteção identifica 25% de risco para contaminação em área de recarga
MARINA ARANHA Gazeta de Ribeirão marina.aranha@gazetaderibeirao.com.br
Pelo menos 25% da área de recarga do Aquífero Guarani tem alta vulnerabilidade para a contaminação. A informação consta nas primeiras conclusões do estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) que servirá de base para a minuta de lei que visa proteger o Guarani. A análise ficará pronta no final de agosto e, até lá, os profissionais envolvidos na pesquisa visitam os comitês do Estado para discutir os resultados iniciais: ontem foi a vez de Ribeirão Preto.
O estudo começou em 2007 e abrange 23 mil quilômetros quadrados em São Paulo. Ao todo, 105 municípios estão total ou parcialmente incluídos na área de recarga e utilizam água do aquífero. Em Ribeirão Preto, o consumo é de 100%. Em outras cidades, como Araraquara e São Carlos, o uso é de 50%.
De acordo com o coordenador do estudo, José Luiz Albuquerque Filho, uma das principais conclusões do estudo constatou que a proteção do aquífero é mais do que necessária. “A maior parte do afloramento merece cuidado. Isso não quer dizer que a reserva está contaminada, mas são locais que merecem nosso cuidado, as chamadas áreas de vulnerabilidade.” Ainda segundo ele, essas áreas são definidas a partir de critérios do estudo, que envolvem, por exemplo, a sensibilidade da área e do lençol freático.
Além de embasar a minuta de lei estadual que será discutida no final do ano (leia texto ao lado), o trabalho também serve para definir diretrizes e orientações para a área de recarga do Guarani. “A ideia é articular e integrar a área toda numa proposta. Cada comitê tem uma postura e queremos integrar as iniciativas”, afirmou Albuquerque.
Para o diretor do Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), Carlos Eduardo Alencastre, a oportunidade é importante para debater e analisar o trabalho. “É uma chance que temos para discutir e, no futuro, tomar decisões negociadas e não apenas fruto de uma imposição”, afirmou.
Minuta de lei fica para depois
Mesmo com a pesquisa do IPT encerrada no final do próximo mês, a discussão da minuta de lei que tem como objetivo proteger o Aquífero Guarani vai ficar para novembro. O motivo do adiamento é o ano eleitoral. O diagnóstico ambiental elaborado pelo IPT envolveu condições socioeconômicas, população, meio físico e áreas protegidas. O panorama partiu de 1,2 mil poços, com 610 representativos, que poderiam ser estudados. (MA)

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