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Publicada em 9/2/2010

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Olho por olho, dente por dente Empresário que teve R$ 90 mil roubados pede hipoteca de imóvel do acusado do crime para reaver dinheiro

GABRIELA YAMADA
Gazeta de Ribeirão
gabriela.yamada@gazetaderibeirao.com.br

O Ministério Público Estadual (MPE) de Ribeirão Preto pediu o sequestro de bem imóvel, com um pedido de liminar, de um apartamento avaliado em R$ 96 mil e situado no Guarujá, de Mário de Carvalho Filho, 30 anos, o Marinho, acusado de assaltar um empresário do ramo de insumos agrícolas em junho do ano passado. C.A.G. teve R$ 93,8 mil em dinheiro roubados na porta de uma agência bancária, localizada na Avenida Presidente Vargas.

Marinho teve a prisão preventiva decretada e está foragido da Justiça. Com a ação, que só pôde ter sido ajuizada depois de uma investigação feita pela Polícia Civil, o empresário deverá ter o valor roubado de volta por meio da hipoteca legal. De acordo com o advogado, Daniel Seixas Rondi, foi registrado o apartamento em nome do assaltante no dia em que roubou o empresário.

“Ele tentou um álibi. Mas a imobiliária confirmou que ele não estava no Guarujá no dia em que o apartamento foi vendido”, afirmou o advogado. Na escritura pública de venda e compra do imóvel, registrado no Cartório de Registro Civil e Tabelionato de Notas de Vicente de Carvalho, comarca de Guarujá, está registrado que o apartamento foi pago em R$ 10 mil em dinheiro e R$ 86 mil por um cheque administrativo, da Nossa Caixa Nosso Banco.

Segundo Rondi, o empresário foi rendido ao lado de fora da agência bancária. Marinho abordou a vítima armado já exigindo o valor do dinheiro que ele carregava e, no circuito de monitoramento interno, há imagens de Marinho falando ao celular. Investigação da polícia apontou que o assaltante, junto com outro rapaz, fez outras vítimas em Ribeirão: há a suspeita de um roubo em uma locadora de carros e em outra agência bancária.

Além do imóvel, Marinho tem em seu nome uma motocicleta Hornet e um carro BMW. De acordo com o promotor Naul Felca, entretanto, o assaltante mora em um bairro residencial de classe baixa em Ribeirão e não é possível comprovar o ganho mensal dele —assim, a conclusão é que Marinho conseguiu o valor em decorrência de roubos e demais crimes.

Vigilante de banco teria agido com omissão

O assalto ocorreu no dia 23 de junho, por volta das 14h. O empresário C.A.G. chegou para trocar um cheque no valor de R$ 45 mil e, de acordo com o advogado Daniel Seixas Rondi, a tesoureira da agência bancária perguntou se ele já iria trocar outro cheque, do mesmo valor.

Não há informação de como a funcionária sabia que havia outro cheque para ser trocado. Ela pediu para que um vigilante da agência fizesse a escolta do empresário até o carro dele. “O vigilante falou para ele ir por fora do banco, enquanto ele ia por dentro. O Marinho estava ao lado da caminhonete, já esperando, e o vigilante não fez nada”, afirmou o advogado.

Marinho teria fugido com um rapaz que estava o esperando em uma motocicleta, provavelmente a Hornet que está em seu nome. As investigações que chegaram ao nome de Marinho como principal autor do crime foram feitas por policiais do 1º, 4º e 6º Distritos Policiais de Ribeirão Preto. (GY)