Pesquisa

Palavre-chave
Edição:
 
Publicada em 9/2/2010

Planeta Esporte
Robinho e mais 10

Escalação garantida Camisa 7 precisou de apenas 33 minutos para mostrar que tem vaga no time titular do Santos

Robinho precisou de apenas 33 minutos para mostrar que tem vaga no time titular do Santos, mesmo reestreando fora de forma, com dois quilos acima do peso ideal e sem ter participado de treino de conjunto.

Apesar da boa movimentação, do gol de letra e do entendimento do atacante com os novos companheiros, Dorival Júnior não antecipou se o camisa 7 começará a partida contra o Rio Claro, domingo às 17h, no Pacaembu. Mas é só uma questão de tempo. No primeiro coletivo da semana — o Santos tem a semana inteira para se preparar —, hoje ou quinta, o treinador vai armar o time, e com certeza Robinho estará ao lado de Neymar e Paulo Henrique Ganso.

"Robinho veio para ser titular e ninguém esconde isso", disse Dorival Júnior, após o rachão da véspera do clássico, ao anunciar que o atacante só entraria durante o jogo.

Robinho vinha treinando com temperatura abaixo de zero na Inglaterra e se queixou muito do calor de 40 graus na Baixada Santista, durante a semana passada. Ele também sentiu o ritmo mais forte dos treinos físicos em dois períodos, mas superou as adversidades ao entrar em campo.

O jogador demorou pouco tempo para encontrar o melhor posicionamento em campo e depois se movimentou com desenvoltura, fez o gol e finalizou mais duas vezes.

Agora, com mais uma semana de preparação e motivado pelo bom desempenho no clássico, o técnico não teria como justificar a sua permanência no banco de reservas.

Como Wesley recebeu o terceiro amarelo e cumprirá suspensão diante do Rio Claro, Dorival Júnior poderá deslocar Arouca para a lateral direita e escalar o time no 4-3-3: Felipe; Arouca, Edu Dracena, Durval e Léo; Rodrigo Mancha, Marquinhos e Paulo Henrique; Robinho, André e Neymar.

ALEGRIA. O gol de Robinho aumentou a confiança do time. O veterano Léo foi um dos jogadores que mais comemorou o sucesso do companheiro na reestreia. "Robinho era o jogador mais motivado durante toda a semana e estava ansioso para voltar a vestir a camisa 7. Quando ele entrou, eu tinha certeza de que ele faria alguma coisa de bom. Só não poderia imaginar que fosse logo um golaço, de letra, que deixou o Rogério Ceni sem ação", festejou Léo. (AE)

SEQUÊNCIA

84º gol
de Robinho com a camisa do Santos. Ele tem 191 jogos pelo clube em duas passagens.

Três títulos no planejamento

Robinho programou três festas para os próximos seis meses. A primeira será pela conquista do Campeonato Paulista, a segunda, pelo hexa da Seleção Brasileira na Copa da África do Sul e a terceira pelo título da Copa do Brasil, no dia 4 de agosto, quando terminará o seu empréstimo ao Santos e terá que retornar ao Manchester City, da Inglaterra.

Apagar a fama de baladeiro é um dos principais itens do seu projeto de recuperação para chegar à Copa do Mundo voando. Nem mesmo a reestreia com vitória pelo Santos, em um clássico, com direito a gol de letra — outra vez, a vítima foi um Rogério, como nas oito pedaladas da decisão de 2002 — mereceu comemoração.

Depois de uma semana de treinos físicos em dois períodos sob forte calor e da ansiedade nos dias que antecederam o seu reinicio no Santos, o camisa 7 só quis saber de descansar. Ontem, Robinho acordou às 11h, almoçou com a família e ficou brincando com o filho Robson Júnior até a viagem à Capital no fim da tarde para participar de programas esportivos. Hoje, ele voltará à rotina de treinos de dois treinos por dia, mas livre da tensão da estreia.

Após o jogo de domingo à tarde, na Arena Barueri, Robinho voltou para a sua casa, no Guarujá, no seu carro, com um amigo, três seguranças e o assessor Evandro de Souza. "Durante o trajeto, Robinho conversou por telefone com a mulher (Vivian), com o filho e recebeu um telefonema de Elano. Ele estava tão feliz que convidou o companheiro do Santos de 2002 para também voltar, dizendo que o time é 'levinho' e tem uma molecada que joga demais", contou o assessor. Na conversa, Robinho fez elogios a Neymar e Paulo Henrique Ganso, afirmando que os dois são diferenciados. (AE)