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Publicada em 9/7/2009

Cidade
CEF: crédito imobiliário aumenta na região

Alta foi de 135% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2008

RAISSA SCHEFFER
Gazeta de Ribeirão
raissa.lopes@gazetaderibeirao.com.br

As operações de crédito imobiliário realizadas pela Caixa Econômica Federal (CEF) na região de Ribeirão Preto cresceram 135% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e junho de 2009 foram emprestados R$ 308,2 milhões para a compra da casa própria nas 57 cidades que fazem parte da gerência regional. Nos mesmos meses do ano passado, foram financiados R$ 131,1 milhões.

Em todo o País, esse crescimento foi de 75%, e o valor total em empréstimos passou de R$ 10 bilhões no primeiro semestre de 2008 para R$ 17,5 bilhões no mesmo período deste ano. De acordo com o gerente regional da CEF, Alfredo Eduardo dos Santos, o crescimento ocorrido em Ribeirão, acima da média nacional, mostra que a crise não afetou seriamente a região. “Foi uma evolução muito positiva e além das nossas expectativas. Impulsionada principalmente pela classe média e alta.”

Em relação ao total de empréstimos realizados houve um crescimento de 140%. No primeiro semestre deste ano, foram realizadas 7 mil operações, contra 2,8 mil no mesmo período de 2008.

Para Mateus Franco, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão (Fearp-USP), foi a crise financeira que tornou o mercado de imóveis mais atrativo. “Por conta das ameaças, as construtoras e imobiliárias reviram suas políticas de preços e parcelamentos, o que beneficiou os compradores.” De acordo com Franco, a política de redução do Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI) para a construção civil também contribuiu para aquecer o mercado.

A enfermeira Roseane Marques Nogueira, 25 anos, realizou o sonho da casa própria por meio de um financiamento da CEF. “A casa que moro não é minha e tive a oportunidade de comprar meu próprio imóvel. A aprovação do financiamento foi fácil e bem rápida, sem muitas burocracias.”