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Cidade
Estado investe R$ 9,7 mi para melhorar acessibilidade
Governo cede a pressão do Ministério Público e começa a implantar obras para deficientes
Vencidos pela pressão do Ministério Público e uma demanda crescente, escolas da rede estadual de ensino em Ribeirão Preto começam a se adaptar para poder acolher crianças deficientes. De acordo com informações da assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Ensino, hoje a rede atende 305 alunos em dez escolas e seis salas de recursos. Para poder atender a uma demanda crescente o Governo investe R$ 9.707.999,81 em obras para viabilizar o acesso destes alunos.
Um exemplo são as obras em execução na EE Hely Lopes Meirelles e outras três unidades. A falta de estrutura apropriada fez com que a direção da escola não aceitasse oito alunos deficientes no início do ano. “Não tínhamos condições de recebê-los, pois as salas ficam no andar superior, dificultando o acesso de alunos com deficiência física. Eles foram encaminhados para escolas da rede municipal de ensino”, disse a diretora Amália Birches Lopes. A unidade ganha um elevador, construção de rampas e adaptação de sanitário masculino e feminino.
Carlos Cezar Barbosa promotor do Consumidor, Pessoa Deficiente e Pessoa Idosa diz que as reclamações de escolas estaduais que recusam crianças deficientes são constantes. “Mas infelizmente os pais não formalizam a queixa e não dispomos de dados concretos sobre o número de menores fora da escola. Segundo ele, em Ribeirão a queda das barreiras arquitetônicas é muito lenta.
Neste sentido Barbosa diz que a rede municipal de ensino está um passo à frente. “Há mais de dez anos a Prefeitura investe em ações para poder receber estas pessoas deficientes, seja na adaptação física dos prédios ou mesmo na especialização de seus professores.”
O trabalho iniciado em 1995 resulta hoje no atendimento de 500 crianças deficientes matriculadas e freqüentando as aulas regulares em diversas escolas da cidade. Odete Hirota, responsável pelo setor de educação especial da Secretaria Municipal de Ensino esclarece que a proposta de educação inclusiva desenvolvida pela rede é complexa e extensiva a família. (RR)

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